Economia

Aneel aprova mais um aumento na conta de energia

Agora foi a vez das bandeiras tarifárias sofrerem alterações. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou ontem (20) um reajuste nos valores das bandeiras tarifárias amarela e vermelha. A amarela, que antes acrescentava R$ 1 para cada 100 quilowatts-hora (kWh), agora passa a custar R$ 1,50 para o consumidor.

A bandeira vermelha acrescentava R$ 3 e agora passa a custar R$ 4, no patamar 1. Já o patamar 2 passa a aumentar R$ 6 por cada 100 kWh, antes esse valor era de R$ 5. Com isso as contas de energia passarão por um reajuste de 50% quando estiver com bandeira tarifária amarela e 20% na vermelha.

A Aneel alega que esse reajuste servirá para adequar o valor do custo extra de geração de energia em períodos em que a produção fica mais cara. Com a arrecadação das bandeiras esse gasto é repassado ao consumidor final e, com o reajuste, esse valor extra fique cada vez mais próximo do arrecado com a taxa.

Segundo o diretor-geral da agência, André Papitone, o reajuste evitará que a conta da bandeira tarifária fique deficitária. Em 2017 o gasto com a produção de energia gerou um déficit de R$ 4,4 bilhões, em 2018 esse valor caiu para R$ 500 milhões e em 2019 esse déficit é para ficar bem próximo de zero.

As bandeiras tarifárias entraram em vigor em 2015, para sinalizar o custo da energia gerada, possibilitando ao consumidor uma redução do consumo para reduzir o valor da conta. A bandeira verde significa que não há aumento do custo de produção e, por isso, não existe cobrança extra na conta de luz.

O acionamento das bandeiras amarela e vermelha implica em uma cobrança extra na conta, valor que deve ser utilizado para pagar o aumento do custo pela geração de energia. Antes da bandeira tarifária esse valor era cobrado do consumidor um ano depois dos gastos extras das distribuidoras, acrescentando ainda o custei dos juros sobre os investimentos extras.

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