novembro 18, 2019
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Banco Central pode reduzir os juros ao menor nível da história

Foto: Getty Images

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) definiu hoje (30) a taxa básica de juros (Selic). Com os índices de inflação controlados e uma economia ainda fraca, a maioria dos analistas espera um novo corte de 0,5 pontos percentuais ou 5% ao ano, levando os juros para uma nova mínima histórica.

Em outubro de 2016, o BC iniciou uma sequência de 12 cortes consecutivos na Selic. Naquele período, a taxa de juros caiu de 14,25% ao ano para 6,5%. De maio de 2018 até junho de 2019 a taxa foi mantida. Dessa vez já é o terceiro corte de juros desde junho.

A Selic é a taxa básica da economia e serve de referência para outras taxas de juros de financiamentos e investimentos corrigidos por ela. O que não interfere diretamente nas taxas de juros dos consumidores finais, por exemplo, a taxa de juros média do cheque especial é de 307,6% ao ano, segundo dados divulgados pelo BC em setembro.

Na hora de investir na poupança o usuário desse tipo de conta também sai prejudicado, graças a uma regra criada em 2012. Quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, a rentabilidade da poupança é de 6,17% mais a Taxa Referencial (TR). Porém, quando a Selic for igual ou menor que 8,5%, a poupança passa a render apenas 70% da Selic mais TR.

Esses juros são usados pelo BC como forma de controlar a inflação. De modo geral, quando a inflação está alta o BC sobe os juros para reduzir o consumo e forçar a queda dos preços. Quando a inflação está baixa, o BC derruba os juros para diminuir os custos, incentivar a produção e aumentar o consumo.

A meta é manter a inflação em 4,25% em 2019, mas há uma tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo, podendo variar entre 2,75% e 5,75%. Em setembro a inflação acumulada nos últimos 12 meses ficou em 2,89%, bem abaixo do planejado, mas dentro do limite estipulado. Esse dado é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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