fevereiro 23, 2020
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Brasil cai uma posição no IDH

A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou hoje (9) o resultado do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud 2018) e o Brasil ficou com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) estagnado resultando na queda de uma posição no ranking, com relação à 2017.

O IDH é medido anualmente e varia de 0 a 1 e avalia indicadores como saúde, educação e renda da população, quanto maior o índice mais desenvolvido é o país. O Brasil alcançou IDH de 0,761, com uma melhoria de 0,001 em relação ao último Pnud. Na classificação o país segue no grupo dos países com “alto desenvolvimento humano”.

Entre os países da América do Sul o Brasil ficou na quarta posição, empatado com o a Colômbia. Os melhores posicionados são Chile (42ª na colocação geral), Argentina (48ª) e Uruguai (57ª). No mundo, a Noruega ficou com o primeiro lugar e Níger em último, 189ª posição.

Desigualdade

Com relação à disparidade entre ricos e pobres, o Brasil não tem do que se orgulhar. Entre os 150 países avaliados o país ocupou a 102ª posição. Dentre os sul-americanos ficou a frente apenas do Paraguai (112º). O levantamento apresenta indicadores para medir a participação na renda do país dos 40% mais pobres, dos 10% mais ricos e da fatia que corresponde à 1% mais rico da população.

Com esse dado, o relatório apontou que quase um terço de todas as riquezas do Brasil estão concentradas nas mãos da fatia correspondente ao 1% mais rico. Com isso o Brasil ficou com a segunda maior concentração de renda do mundo, ficando atrás apenas do Catar.

Homem X Mulher

Outro problema encontrado pelo Pnud foi a diferença salarial entre homens e mulheres, os dados apontaram que a mulher brasileira estuda mais que os homens, elas estudam cerca de 8,1 anos, enquanto eles estudam 7,6. Mas quando chega ao mercado de trabalho a mulher recebe por ano, em média, o equivalente a US$ 10.432 contra US$ 17.827 do homem.

Nesse quesito o Relatório de Desenvolvimento Humano indica o Índice de Desigualdade de Gênero (GII, na sigla em inglês), que aponta as desigualdades entre homens e mulheres em três quesitos: saúde reprodutiva, empoderamento e atividade econômica. Por esse índice, quanto mais perto de 0 melhor.

O Brasil ficou na 89ª posição entre 162 países, com um índice de 0,386. O empoderamento é medido pelo número de mulheres no parlamento, esse valor foi de 15% em 2018, menor até que o da Níger, país com o menor IDH do mundo, onde as mulheres ocupam 17% dos assentos no Parlamento.

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