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Comemorações do dia dos professores

Os professores de Nerópolis se organizaram e fizeram suas confraternizações para celebrar o dia deles. A rede municipal de educação tem hoje cerca de 450 docentes espalhados por oito escolas. Alguns já exaltaram a data, outros têm suas festas agendadas para os próximos dias. Segundo a diretora do Centro de Educação Infantil Manuel Rodrigues Viana Elaine Cristine Lima, os próprios funcionários das escolas prepararam seus eventos.

Porém, as comemorações terminam com aqueles que já estão na área. No Brasil, a classe não é muito valorizada e apenas 3,3% dos estudantes no país sonham em ser professores. Quando o assunto é a educação básica esse porcentual cai para 2,4. Esses dados são do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa – na sigla em inglês) e foram divulgados hoje, 15, pelo site da Agência Brasil Central (ABC).

O estudo é aplicado em estudantes de 15 anos de 70 países e regiões do mundo, que respondem a perguntas de interpretação de texto, matemática e ciências. Entre os avaliados o Brasil ficou na 63ª posição em ciências, 59ª em leitura e 65ª em matemática. Entre os alunos que tiveram o maior interesse em seguir a carreira de professor estão os argelinos, onde 21,7% dos avaliados querem seguir a carreira de docente.

Para as pessoas que atuam na educação em Nerópolis os problemas enfrentados estão ligados, principalmente, à baixa remuneração, a não valorização do profissional e a falta de interesse por parte dos alunos. Segundo funcionário da secretaria municipal de educação e biólogo Antônio Coelho, falta ainda união dentro da própria classe.

A pedagoga Adriana Alves focou bastante na falta de interesse dos alunos e na falta de respeito com que os professores são tratados dentro da sala de aula. “Todo professor precisa trabalhar em duas ou três instituições para conseguir suprir as necessidades salariais”, completou.

A desvalorização também é o principal problema na opinião da servidora da educação do Estado de Goiás e historiadora Eleusa Leonel, “o Brasil infelizmente não valoriza a educação”, afirmou.

Mas para o estudante de educação física Arthur Moreira, que faz parte dos 3,3% dos brasileiros que querem ser professores, a docência é atrativa quando se trata de ser um campo onde há um número grande de vagas e com tendência de aumento na quantidade de escolas e estudantes ao longo do tempo. “Tive influência de bons e maus professores de educação física, quis entrar na área para mostrar que é possível instigar alunos e desenvolver práticas físicas cada vez mais complexas”, explicou.

A estudante de letras/inglês Ana Luiza Souza diz que teve ao longo da vida acadêmica professores que mudaram a forma dela de ver o mundo. “Transmitir conhecimento, assim como alguém um dia me transmitiu, é uma forma singular de amor para com o próximo. Se um professor tiver 40 alunos, ele um dia terá 40 vitórias”, disse.

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