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Cuba rompe convênio do Mais Médicos com o Brasil

Foto: Reproduação/TV Verdes Mares

O Ministério de Saúde Pública de Cuba alegou ter deixado o programa devido a declarações “ameaçadoras e depreciativas” do presidente eleito Jair Bolsonaro. Segundo o governo cubano, Bolsonaro disse, durante a campanha, que “expulsaria” os médicos cubanos do Brasil.

O futuro presidente do Brasil informou que Cuba decidiu deixar o Mais Médicos por não concordar com o teste de capacidade que seria implantado para garantir a eficiência dos médicos cubanos. Mais de 200 médicos já retornaram ao seu país e a embaixada cubana afirmou que todos os conveniados deverão fazer o mesmo até o fim de 2018.

A Confederação dos Municípios do Brasil calcula que 28 milhões de brasileiros serão afetados pela saída dos médicos cubanos. O programa Mais Médicos existe desde 2013 e, pouco mais da metade dos profissionais que atuam na rede pública de saúde vieram de Cuba, 8,47 mil de 16 mil.

Na proposta de Bolsonaro os médicos cubanos seriam submetidos à um “teste de capacidade”, receberiam salário integral e seria permitido a vinda de suas famílias para o Brasil. “Em torno de 70% do salário destes médicos é confiscado pela ditadura cubana. (…) não temos qualquer comprovação de que sejam efetivamente médicos e estejam aptos a desempenhar sua função”, declarou o presidente eleito em entrevista na última quarta-feira (14).

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