novembro 13, 2019
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Decisão do Governo de Goiás desagrada professores

Foto: Wildes Barbosa / O Popular

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), Bia de Lima, apresentou uma contrapartida à Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que inclui a Universidade Estadual de Goiás (UEG) nos 25%de vinculação constitucional para a educação. O Governo de Goiás e o Sintego não entraram em um acordo na reunião realizada ontem (9).

Além disso os professores tentaram negociar, junto ao governador Ronaldo Caiado, o pagamento do piso salarial da categoria, que teve o valor reajustado para R$ 2.447,74 em janeiro deste ano. “O governador não quer reajustar o piso para toda a categoria, só para os que ainda não recebem, o que atinge 3% dos professores. Não vai garantir a data-base. Não vai fazer as progressões. E ainda quer que a gente engula a redução da vinculação”, disse Bia.

A presidente do Sintego disse ainda que o governador não está aberto ao diálogo. “Ele só quer que a gente acate os interesses do Executivo, sem dar nada em troca. O governo sequer está raciocinando. Ele não está olhando para as questões sociais de médio e longo prazo. Estão olhando exclusivamente para o interesse momentâneo e dizer que saneou as contas. A que custo? Destruir a Educação em Goías?”, indignou-se.

A PEC da Educação está prevista para ser votada hoje (10) na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego). O sindicato disse que irá acompanhar a sessão e, se a matéria for aprovada, irá realizar uma reunião para definir quais ações a categoria precisará tomar. De acordo com a presidente, “uma greve não está descartada”.

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