novembro 18, 2019
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Enel é considerada a pior distribuidora de energia elétrica do país

O apagão que teve início no último sábado (9) já contabilizou 26 horas em todo o Estado, mais que o dobro da segunda colocada. No final de semana dez cidades goianas sem energia elétrica, uma delas Nerópolis, e outras tantas que tiveram a distribuição comprometida, a chamada “meia fase” ou com quedas constantes do fornecimento.

O governador Ronaldo Caiado se reuniu ontem (14) com a diretoria técnica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão regulador e fiscalizador da qualidade de energia em todo o país. O encontro, realizado no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, em Goiânia, foi exclusivamente para tratar da qualidade dos serviços da Enel.

“Tem sido uma reclamação geral no Estado de Goiás, o prejuízo causado pela Enel é imenso, porque as pessoas estão perdendo mercadorias, nos comércios e a população perdendo bens que lutaram para adquirir”, afirmou o governador.

A Enel é a pior distribuidora de energia do país

Ronaldo Caiado

O levantamento feito pela própria Enel deixou Caiado indignado. “A Enel é a pior distribuidora do país. Hoje (ontem) o apagão em Goiás já somou 26 horas, mais do dobro das outras que estão em segundo lugar, dentre as piores”, frisou.

“Como um órgão regulador, vamos aumentar a fiscalização e cobrar soluções. Devido a esta demanda reprimida, o fornecimento de energia em Goiás é inferior aos demais Estados”, disse o diretor da Aneel, Rodrigo Limp, que criou um plano de emergência para amenizar o caos. Segundo ele, o maior problema da Enel é a precariedade na rede de distribuição.

O governador reconhece que a rede é antiga e precisa de investimento, porém a empresa não pode ser um inibidor do desenvolvimento do Estado. A empresa, com sede em Roma, irá discutir valores para a melhoria do fornecimento de energia, já o governador está em busca de recursos nacionais para investir na rede.

“Eu como brasileiro e goiano, não posso esperar uma decisão que vem de outro país, por isso, já fui até Brasília e debati com o presidente do BNDES, Joaquim Levy, meios para investir na energia do Estado, finalizou Caiado.

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