dezembro 14, 2019
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Foi preso hoje o governador do Rio de Janeiro em desdobramento da Lava Jato

O atual governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, foi acusado de receber mesada de R$ 150 mil quando era vice de Sérgio Cabral. A Polícia Federal (PF) deu voz de prisão contra o político hoje (29), por volta das 6h no Palácio das Laranjeiras, residência oficial do chefe do executivo estadual. A prisão preventiva foi expedida pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Felix Fischer.

A operação, chamada de Boca de Lobo, é baseada na delação de Carlos Miranda, operador financeiro do ex-governador, Sérgio Cabral Filho, que está na lista dos governadores do Rio de Janeiro que já foram presos. Pezão é investigado pelos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção ativa e passiva.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o atual governador do Rio Janeiro também possui um esquema de corrupção próprio. Há provas de pagamentos de quase R$ 40 milhões entre os anos de 2007 e 2015 e que o esquema ainda está ativo. A justiça determinou o bloqueio de R$ 39 milhões em bens.

Além do governador foram presas outras oito pessoas: o secretário de Obras, José Iran Peixoto Júnior, o secretário de Governo, Affonso Henrique Monnerat Alves da Cruz, o servidor da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico, Luiz Carlos Vidal, o sobrinho do governador, Marcelo Santos Amorim,dois sócios da JRO Pavimentação, Cláudio Fernandes Vidal e Luiz Alberto Gomes Gonçalves e dois sócios da High Control Luis, Luis Fernando Craveiro de Amorim e César Augusto Craveiro de Amorim.

Outros governadores do Rio de Janeiro que já foram presos

O ex-governador Sérgio Cabral Filho foi preso em novembro de 2016, suspeito de receber propina para concessão de obras públicas. Ele permanece preso em Bangu 8 e suas penas somam mais de 170 anos. Ele foi condenado na Lava Jato e réu em diversos processos.

Anthony Garotinho e Rosinha Matheus foram presos em novembro de 2017 por crimes eleitorais, apesar de negar a prática criminosa. Garotinho foi preso três vezes e menos de um ano,a primeira em 16 de novembro de 2016, na Operação Chequinho, que investiga esquema de compra de votos envolvendo o programa social Cheque Cidadão nas eleições municipais daquele ano.

O presidente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, Jorge Picciani, também está preso e a Procuradoria pede ainda a condenação de dez outros deputados estaduais por ‘organização criminosa’.

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