dezembro 14, 2019
Política

Futuro chefe da Casa Civil é nomeado ministro extraordinário


Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Michel Temer assinou hoje, 5, a nomeação de Onyx Lorenzoni como ministro extraordinário do governo de transição. O documento especifica que o cargo é “destinado à coordenação da equipe de transição do presidente da República eleito”. Jair Bolsonaro disse em seu twitter “esta semana damos um grande passo com o início do funcionamento do grupo de transição de governo, absorvendo informações para restruturação do Brasil. Em Brasília, teremos acessos iniciais a números e informações que serão passadas aos brasileiros”. Temer e Bolsonaro ainda devem se reunir na próxima quarta-feira.

Além de Onyx Lorenzoni na Casa Civil, o presidente eleito já confirmou quatro outros nomes para chefiar seus ministérios. Paulo Guedes ministro da Economia, General Augusto Heleno, defesa, Marcos Pontes, Ciência e Tecnologia e Sérgio Moro, Justiça e Segurança Pública. Bolsonaro recua da decisão de unir os ministérios da Agricultura e Meio Ambiente, porém mantém o superministério da Economia (leia mais).

Conheça um pouco sobre cada um dos futuros ministros

Onyx Lorenzoni: veterinário e empresário, foi eleito pela quinta vez deputado federal pelo Rio Grande do Sul. Foi considerado um dos mais ferrenhos opositores ao Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara, presidiu a Comissão de Agricultura por dois anos. Já participou de dez Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), entre elas a CPI dos Correios, do Cachoeira e da Petrobras. Ele também já foi indiciado por receber “caixa 2” nas delações da JBS, causando indignação nos eleitores de Bolsonaro, que alegam querer um governo sem corrupção. Porém, Lorenzoni assumiu a irregularidade, justificando que “não tinha como declarar o valor” à Justiça Eleitoral.

Paulo Guedes: Ph.D. em economia, professor universitário e um dos fundadores do Banco Pactual, entre seus posicionamentos políticos destacam-se a redução de impostos e a reforma tributária. Tem posicionamento liberal no campo econômico, defende a privatização de estatais, planeja isentar o Imposto de Renda sobre Pessoa Física (IRPF) para quem recebe até cinco salários mínimos e uma alíquota única de 20% para todas as demais faixas do IRPF.

General Augusto Heleno: general da reserva do Exército Brasileiro, já foi comandante militar da Amazônia e chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia. Tem posições críticas com relação às políticas oficiais, incluindo à atitude da comunidade internacional, principalmente sobre o Haiti, e à política indigenista do governo brasileiro.

Marcos Pontes: tenente-coronel da Força Aérea Brasileira, na reserva, foi o primeiro astronauta brasileiro a ir para o espaço, é mestre em engenharia de sistemas. Desde 2011 atua como embaixador da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO).

Sérgio Moro: magistrado, escritor e professor universitário. Doutor em direito, especialista em crimes financeiros, tornou-se juiz federal da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba em 1996. Trabalhou nos casos de escândalo do Banestado e da Operação Farol da Colina, auxiliou o Supremo Tribunal Federal (STF) durante o julgamento dos crimes relativos ao escândalo do Mensalão. Ganhou notoriedade por comandar os julgamentos em primeira instância das ocorrências identificadas na Operação Lava Jato, que segundo o Ministério Público Federal (MPF), é o maior caso de corrupção e lavagem de dinheiro já apurado no Brasil.

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