fevereiro 23, 2020
Saúde

Inca alerta sobre o uso de cigarros eletrônicos

Foto: scyther5/Shutterstock

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) fez, na semana passada, um alerta sobre o uso de cigarros eletrônicos – vaper, cigarrate, e-cigar ou cigarro aquecido. Para a instituição o aparelho pode trazer risco ligados às substâncias tóxicas presentes nos aditivos dos sabores, alguns contém até nicotina, levando até à dependência química.

Nos Estados Unidos da América (EUA), essa modalidade de cigarro, conhecido por lá como vaping, está relacionado a pelo menos 52 mortes. Este produto foi introduzido no mercado como uma opção ao cigarro convencional, já que não necessita queimar tabaco para liberar nicotina e que também não liberava outras substâncias tóxicas advindas da queima do tabaco.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização desses produtos no Brasil, por falta de dados científicos que comprovem a eficiência, a eficácia e a segurança dos cigarros eletrônicos, mas a proibição (RDC 46/2009) é apenas para a venda, a importação ou a propaganda do aparelho.

Ele pode continuar sendo usado legalmente desde que tenha sido comprado antes de 2009 ou fora do Brasil. Hoje a Associação Médica Brasileira, desaconselha o uso e busca formas de tentar proibir de vez esse tipo de dispositivo no Brasil, devido aos possíveis riscos à saúde.

Além da dependência causada pela nicotina presente em algumas essências dos cigarros eletrônicos existem ainda substâncias cancerígenas. Em um documento oficial lançado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), foi apresentado que o aquecimento de um solvente do cigarro eletrônico libera dez vezes mais formaldeído que o cigarro convencional.

Metais pesados também têm sido encontrados no vapor liberado por esse dispositivo. Outras substâncias químicas criadas para dar “sabor” aos cigarros eletrônicos ainda não tem comprovação de que sejam seguras a longo prazo.

Pacientes internados nos EUA devido ao uso de vaping estão sendo tratados devido a sintomas ligados à falta de ar, tosse, vômitos, febre e cansaço excessivo. Esses sinais chegam a persistir por vários dias e podem deixar a pessoa bastante debilitada. Alguns pesquisadores indicam que o uso desses dispositivos induz ao consumo do tabaco e ao vício à nicotina.

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