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Início das aulas pode trazer surpresas

Não estamos falando em greve dos professores, até porque o número de servidores efetivos na educação gira em torno dos 30% hoje. A maioria trabalha sob regime de contrato temporário e teme perder o emprego se aderir à greve.

Essas surpresas, definidas pela presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Estado de Goiás (Sintego), Bia Lima, são um projeto da instituição junto com a nova secretária de Educação, Cultura e Esporte (Sedece), Fátima Gavioli. A proposta é a criação de uma comissão para acompanhar cada situação de cada escola de Goiás.

Para a presidente do Sintego, o reordenamento é necessário para que os professores e administrativos possam receber reajustes. Porém, ela apontou, que é indispensável o acompanhamento de cada uma das situações, para garantir o interesse dos servidores e de toda a comunidade escolar.

Bia Lima disse que a secretária acatou a sugestão do Sintego e “será criada uma comissão para avaliarmos todas as propostas e seus impactos. Mas entendo que existem situações e situações”. Durante a audiência ficou acatado que “defendemos o pagamento do piso e a realização de concurso público que atenda à necessidade real da rede em Goiás”, explicou.

A secretária se comprometeu em levar esses assuntos para o governador e debater todos os temas. Ainda segundo a presidente do Sintego, muitos pais de alunos serão pegos de surpresa na volta às aulas, por conta do remanejamento de estudantes pelas unidades escolares. “Muitos só serão avisados a partir de segunda-feira, 21”, finalizou.

A audiência aconteceu ontem (19) na sede da Seduce.

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