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Mais de duas mil investigações abertas durante o período eleitoral

A um dia do segundo turno, a Polícia Federal (PF) divulgou um levantamento de todos casos de supostos crimes eleitorais abertos nos últimos meses. O relatório foi anunciado ontem, 26, pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, em reunião com integrantes da missão da Organização dos Estado Americanos (OEA) que estão acompanhando as eleições no Brasil.

No documento, a PF disse que, desde o início do período eleitoral, em agosto, já foram abertos dois mil inquéritos e 435 pessoas foram detidas. Apesar disso, o ministro classificou a votação do 1º turno como tranquila, pois, entre os 147 milhões de eleitores, apenas 2,5 mil ocorrências foram registradas.

Durante a reunião, Jungmann, manifestousua preocupação com a disseminação das chamadas fake news e pediu ao diretor-geral da PF, Rogério Galloro, que abra investigação para apurar a autoria das ameaças sofridas por uma jornalista da Folha de S. Paulo e contra o diretor do Instituto Datafolha.

Para o ministro, se essa ameaça se confirmar “pode-se estar diante da configuração de ilícitos penais e de direta ofensa a inviolabilidade de correspondência, ao sigilo das comunicações, à prestação de informações e à liberdade de imprensa”, afirmou em seu memorando enviado à PF.

Avaliação parcial da OEA

A organização emitiu um relatório, no dia 8 de outubro, que alertava sobre a difusão de desinformação, se preocupava com as acusações contra as urnas eletrônicas, mas não encontrou evidências de fraudes e avaliou que as votações “transcorreram sem grandes problemas”.

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