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Mais de mil tornozeleiras eletrônicas rompidas nos últimos 5 meses

De acordo com a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), entre os meses de julho e novembro 1,2 mil tornozeleiras eletrônicas, utilizadas por presos do regime semiaberto, foram rompidas. Em todos os casos o equipamento informa a última localização do detento, porém, algumas vezes, o preso não é mais localizado.

A DGAP informou ainda que o alarme de notificação de rompimento da tornozeleira é acionado ao menos oito vezes por dia na Central de Monitoramento. Segundo a diretoria do órgão, atualmente, 4 mil detentos são monitorados pelo equipamento em Goiás.

O Ministério Público Estadual (MP-GO) disse que o número de pessoas responsáveis por fazer a recaptura dos presos é insuficiente, apenas cinco pessoas estão realizando esse trabalho. Para resolver o problema, apenas com o aumento de penitenciárias em Goiás, o que pode ser solucionado com a finalização das obras dos presídios de Planaltina, Águas Lindas de Goiás e Novo Gama.

Em números

Uma tornozeleira eletrônica custa em média R$ 318,00 para o estado, desde que ela foi implantada no regime semiaberto, em 2014, o rompimento dos lacres já ocorria. Porém, na época, eram cerca de 200 detentos que a utilizavam, o que facilitava a recaptura do preso e do equipamento.

Com o aumento do número da população carcerária no semiaberto a maioria dos equipamentos não são recuperadas e, quando são, não estão mais em condições de uso, tendo que ser substituídas. De julho até novembro, 230 tornozeleiras são rompidas por mês, em média, ou seja, oito por dia, ou uma a cada três horas. O custo disso para o estado pode ultrapassar os R$ 70 mil mensais.

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