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Marconi Perillo permanece preso na Polícia Federal em Goiânia

Ex-governador de Goiás, foi preso ontem, 10, enquanto prestava depoimento à Polícia Federal (PF). Ele é suspeito de ter recebido pagamento de R$ 12 milhões da Odebrecht para financiamento de campanhas políticas. Segundo advogado de defesa ele passo a noite em sala da sede da Superintendência da Polícia Federal.

Além de Marconi Perillo outras cinco pessoas foram presas em etapas anteriores da Operação Cash Delivery, Jayme Rincón e o filho Rodrigo Godoi Rincón, o policial militar e motorista de Rincón, Márcio Garcia de Moura, o empresário Carlos Alberto Pacheco Júnior e o advogado Pablo Rogério de Oliveira.

A operação teve início no dia 28 de setembro, sendo uma das ramificações da Operação Lava Jato, após delações de executivos da Odebrecht. Jayme Rincón, ex-presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), foi coordenador financeiro da campanha eleitoral de Perillo em 2010 e disse à PF que os recursos para a campanha foram entregues pela Odebrecht a seus motoristas no apartamento que tem em São Paulo. Foram apreendidos R$ 80 mil na casa de Rincón e R$ 940.260, na casa do motorista dele.

Ainda durante o depoimento o ex-presidente da Agetop disse que esses valores eram “destinados, em sua maioria, para campanhas de candidatos aliados” e que “parte dos valores era oficializado com a ajuda de empresas parceiras”. Segundo a PF e Ministério Público Fedral (MPF) essas empresas estão sendo investigadas, pois essa “oficialização” pode ser configurada como lavagem de dinheiro.

O MPF afirma ainda que mesmo o motorista não sendo “o dono do dinheiro e sim o encarregado de escondê-lo” ele preferiu esconder esse fato e não conseguiu justificar a origem do montante. O órgão diz ainda que a prisão preventiva de Marconi Perillo é indispensável para cessar os atos criminosos da organização investigada e que só não foi executada antes devido à imunidade temporária conferida aos candidatos às eleições pela lei eleitoral.

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