Saúde

Ministério da Saúde quer encarecer refrigerantes para reduzir obesidade

O Ministério da Saúde solicitou à Receita Federal um aumento no imposto para taxar refrigerantes e outras bebidas doces. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda um acréscimo de 20% no valor desses produtos para desestimular o consumo, já que eles estão diretamente ligados a doenças como diabetes, câncer e problemas cardiovasculares e dentários.

A Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes (Abir) disse que “imposto não fabrica saúde”. Já a Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afebras) é a favor da elevação dos tributos desde que o aumento seja igual para todos, inclusive os que não recebem incentivos fiscais regionais.

O pedido foi feito ainda na administração do presidente Temer, quando o secretário de Saúde era Ricardo Barros. O atual, Luiz Mandetta, afirmou que não vai interferir no processo que já está em andamento. Hoje, cerca de 19% da população consome refrigerantes ou sucos artificiais ao menos cinco vezes por semana.

Luiz Mandetta, ministro da Saúde (Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados)

O ministro da Saúde disse ainda que ainda não fez estudos sobre essa taxação dos refrigerantes e que a equipe econômica do governo não pretende subir impostos antes de realizar pesquisas aprofundadas e ver a necessidade real do aumento.

“Eu tenho que olhar o total. O que eu faço com as balas, doces e os açúcares, chocolates, bebidas alcoólicas, tabaco, charuto? Se eu simplesmente disser: eu quero que aumente desse porque faz mal, aí eu tenho que tentar numa gama enorme de produtos que, em tese, conspiram para problemas de saúde”, explicou Mandetta.

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