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Novo milagre atribuído à Irmã Dulce é reconhecido pelo Vaticano

O site Vatican News, canal oficial de comunicação do Vaticano, informou na manhã de hoje (14) que o Papa Francisco assinou o decreto que reconhece o segundo milagre de Irmã Dulce, conhecida como o “anjo bom da Bahia”. Com isso a Igreja Católica reconhece que Deus fez milagres através das mãos dessa grande mulher de fé.

Ela será a primeira mulher nascida no Brasil a ser canonizada e receberá o nome de Santa Dulce dos Pobres, título que recebe por suas obras de caridade e assistência prestada aos pobres e necessitados. Irmã Dulce recebeu sua beatificação em 22 de maio de 2011 e a data da celebração da santificação dela ainda não tem data marcada.

Milagres

O primeiro milagre, que deu o título de beata à religiosa, aconteceu em outubro de 2010 quando uma paciente em recuperação pós-parto teve uma grande hemorragia e o sangramento cessou sem intervenção médica. De acordo com o médico Sandro Barral, um dos investigadores e peritos que confirmaram o milagre a mulher chegou a passar por três cirurgias para tentar conter o sangramento. Após oração pedindo a intercessão de Irmã Dulce a hemorragia subitamente parou e a paciente se recuperou.

Ainda sem confirmação do Vaticano, o novo milagre tem relação com uma pessoa que dormiu cega e acordou enxergando. A Arquidiocese de Salvador e as Obras Sociais Irmã Dulce informaram que outros três milagres atribuídos à Bem-aventura Dulce dos Pobres foram enviados para Roma e que o caso do cego que enxergou é um deles.

História de Irmã Dulce

Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes nasceu em Salvador em 26 de maio de 1914. Aos 13 anos a menina passou a acolher mendigos e doentes em sua casa, transformando a residência da família em um centro de atendimento, que recebeu o nome de “A Portaria de São Francisco”.

Em 1933, a jovem ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, no Convento de Nossa Senhora do Carmo, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. No mesmo ano recebeu o hábito e adotou o nome de Irmã Dulce, em homenagem à mãe dela, Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes, que morreu quando a freira tinha sete anos.

Voltou para Salvador dois anos mais tarde para dar assistência à comunidade de Alagados, um conjunto de palafitas que ficava no bairro de Itapagipe. Depois de peregrinar por mais de dez anos, por vários pontos de Salvador, em busca de abrigo para os pobres e doentes, Irmã Dulce se instalou no galinheiro do Convento Santo Antônio, com 70 doentes.

A iniciativa deu origem ao maior hospital baiano da atualidade, o Hospital Santo Antônio – Obras Sociais Irmã Dulce. A religiosa faleceu em 13 de março de 1992, aos 77 anos, no Convento Santo Antônio, em Salvador.

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