novembro 18, 2019
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Padre Robson foi vítima de extorsão por quadrilha que criava mensagens falsas

O juiz da 8ª Vara Criminal de Goiânia, Ricardo Prata, condenou os cinco membros da quadrilha que havia sido acusada de extorquir o reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia, padre Robson de Oliveira. Segundo investigações a organização criminosa certamente está envolvida em outros casos de extorsão.

Entenda o caso

Em março de 2017 o padre Robson teve seu aparelho de celular e computador hackeado por Welton Ferreira Nunes Júnior e Túlio Cezar Pereira Guimarães em busca de informações pessoais e profissionais que pudessem comprometer a imagem do religioso. Os dois se passavam por detetives contratados para investigar o religioso.

Ainda no mês de março os investigados começaram a pedir dinheiro para o reitor da Basílica do Divino Pai Eterno para não divulgar as mensagens que, supostamente haviam sido encontradas nos aparelhos do padre. Segundo nota da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) nesse mesmo momento padre Robson desconfiou da extorsão e procurou a Polícia Civil.

Após o início das investigações a polícia deixou que o padre fizesse as transferências das quantias exigidas pelos hackers para chegar aos autores e pudesse prender toda a quadrilha. O Ministério Público também entrou com uma denúncia, pois no dia 31 de março do ano passado, foi realizada uma transferência bancária no valor de R$ 2 milhões.

Devido ao alto valor o dinheiro acabou sendo bloqueado, o que facilitou a investigação da Polícia Civil, já que os criminosos começaram a pedir dinheiro em espécie. O titular da Delegacia Estadual de Investigações Criminais, delegado Kleyton Manoel Dias, em seu inquérito policial as entregas dos valores eram combinadas para identificar os emissários da quadrilha.

Nota Afipe

Em nota, a Assessoria de Comunicação da Afipe disse que, assim que houve a tentativa de extorsão, o padre já procurou a Polícia Civil e que os conteúdos das mensagens eram falsos. A associação diz ainda que a entrega do dinheiro era orientada pela Polícia Civil a fim de identificar e localizar os criminosos. Todo o valor envolvido já foi depositado de volta na conta da instituição.

Penas

Como a investigação, prisão e julgamento dos criminosos foi feita em sigilo, a 8ª Vara Criminal de Goiânia divulgou também as penas. O hacker Welton Junior foi sentenciado em 16 anos, quatro meses e 20 dias de reclusão e 51 dias-multa. O outro hacker Túlio Cezar pegou 15 anos e seis meses de prisão e 46 dias-multa.

Os outros envolvidos, que recebiam as quantias em dinheiro também foram julgados e presos. Lidina Alves de Bessa foi condenada a 13 anos, três meses e dez dias de reclusão e 36 dias-multa. Elivaldo Monteiro de Araújo pegou pena de oito anos e oito meses de prisão e 20 dias-multa. Deusmar Gonçalves de Bessa foi apenado com oito anos, nove meses e dez dias de reclusão e 23 dias-multa.

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