Saúde

Pessoas que ficam muito tempo no celular podem desenvolver “chifres”

O jornal Washington Post divulgou ontem (20) uma pesquisa da Universidade da Costa do Sol, na Austrália, que mostra as transformações que tecnologia vem causando dependendo da maneira como realizamos nossas tarefas diárias. A mais preocupante delas é a alteração no campo da biomecânica. O estudo sugere que os jovens estão desenvolvendo “chifres” na parte de trás do crânio.

Os cientistas chamaram a modificação de esporões ósseos, eles são causados pela inclinação frontal da cabeça. A principal causa apontada é o uso excessivo de celulares e outros aparelhos portáteis. Quando usamos esses aparelhos temos a tendência de curvar o pescoço e esse desvio de postura pode causar um crescimento ósseo e de tendões na parte de trás do pescoço.

Essa é, segundo os cientistas, a primeira documentação de uma adaptação fisiológica ou esquelética causada pelo avanço tecnológico no cotidiano. Um dos autores do estudo, David Shahar, disse que essa formação incomum é um grave sinal de que a postura do indivíduo está totalmente incorreta, o que pode causar sérias dores de cabeça crônicas e na parte superior da coluna e no pescoço.

A pesquisa teve início em 2016, foram analisadas amostras de 218 exames de raios X de pessoas de 18 a 30 anos. Os cientistas observaram esse crescimento ósseo em 41% dos resultados. A condição prevalece entre os homens, o mais alarmante é que a formação aparece mais em pessoas que usam algum tipo de aparelho tecnológico desde a infância.

Ainda segundo os pesquisadores, “a resposta não é banir a tecnologia, há maneiras menos drásticas. Todos que usam tecnologia durante o dia devem adquirir o habito de ‘recalibrar’ sua postura durante a noite”, concluiu o estudo.

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