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Polícia Civil investiga caso de aluno que supostamente foi agredido no Colégio Militar Dr. Negreiros

A delega de polícia, Dr. Azuen Magda Albarello, alerta para a importância de se estar sempre atento às crianças e adolescentes em idade escolar. Atualmente a Polícia Civil investiga um caso de agressão sofrida por um aluno do Colégio Estadual da Polícia Militar do Estado de Goiás Doutor Negreiros (CEPMG – Doutor Negreiros). O adolescente T.S.P.J, de 12 anos, foi levado pela mãe à delegacia de Nerópolis no dia 25 de junho, após a criança ter chegado em casa cheio de hematomas pelo corpo e sem conseguir andar direito.

Durante a investigação a delegada constatou que a vítima vinha sofrendo agressões físicas e psicológicas há algum tempo, por parte de três colegas de sala e, nenhum dos professores se atentaram para o fato. Segundo o diretor comandante do CEPMG – Doutor Negreiros, Major Sérgio, o aluno não queria mais estudar no colégio e que as agressões, “se aconteceram, foram fora da escola, já que no interior da mesma têm professores e policiais fazendo ronda nos corredores e no horário do intervalo”, explicou.


Se aconteceram (as agressões), foram fora da escola, já que no interior da mesma têm professores e policiais fazendo ronda nos corredores e no horário do intervalo

A preocupação da delegada é que a maioria dos casos desse tipo não chegam ao conhecimento da Polícia Civil, a instituição mais treinada e indicada, hoje, para atuar nessas situações. Essa ocorrência, em especial, tem vários agravantes: o adolescente possui deficiência de aprendizado e déficit de atenção e chegou muito traumatizada à delegacia. “Tive que utilizar técnicas psicossociais para conseguir um depoimento da criança”, informou.

“No início da investigação havia um fato de agressão e hoje já investigamos um possível caso de tortura, onde os três agressores revezavam com chutes, murros e asfixia na vítima”, relatou Dra. Azuen. O diretor do colégio completou dizendo que procedimentos internos e demais providências já foram tomados com relação aos agressores.

Todos os envolvidos, incluindo professores, pais e outros colegas de sala, já foram ouvidos. A delegada solicitou uma vaga para o adolescente em um dos colégios militares de Anápolis, mas quem deveria requerer a matrícula são os pais da vítima. Houve, então, intervenção do Ministério Público Estadual (MPE) no caso, mas a criança continua estudando em uma escola particular em Nerópolis, mesmo a família não tendo condições de mantê-lo lá.

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