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Polícia Federal investiga envolvimento de Michel Temer em esquema de propina no Porto de Santos

Foi entregue ontem, dia 16, ao Supremo Tribunal Federal (STF) a conclusão do Inquérito dos Portos. Segundo o relatório o presidente Michel Temer seria o líder do esquema de corrupção no Porto de Santos desde a época em que ele era deputado federal por São Paulo, há mais de 20 anos.

A Polícia Federal (PF) indiciou o presidente e outras dez pessoas ligadas a ele: a filha dele, Maristela Temer, o coronel João Baptista Lima Filho, amigo do presidente, o ex-deputado federal, Rocha Loures, do MDB, os executivos, Antônio Celso Grecco, ex-presidente da Rodrimar, e Ricardo Conrado Mesquita, ex-diretor da empresa, o empresário Gonçalo Borges Torrealba, do grupo Libra, a arquiteta Maria Rita Fratezi, mulher do coronel, o sócio fundador da Argeplan Carlos Alberto Costa, acionista do terminal portuário de Santos e o filho Carlos Alberto Costa Filho e, também, o contador do coronel Almir Martins Ferreira.

A justiça pediu o bloqueio dos bens de todos os suspeitos e a prisão de quatro deles: João Baptista Lima Filho, Carlos Alberto Costa, Maria Rita Fratezi e Almir Martins Ferreira. O relatório faz parte das operações Patmos (deflagrada em maio de 2017) e Skala (que já havia prendido amigos do presidente).

Já foram identificados repasses de R$ 5,6 milhões para Michel Temer entre 2000 e 2014 e outros R$ 17 milhões em propinas para o partido do presidente, MDB. Os suspeitos foram indiciados por organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Agora o STF enviou o documento para a Procuradoria Geral da República (PGR), que decide se irá ou não denunciar Temer. Caso haja a denúncia, a Câmara dos Deputados terá de autorizar o prosseguimento do processo.

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