Política

Parlamentares eleitos em outubro tomam posse hoje

Todos os membros do Poder Legislativo Federal eleitos no último pleito tomam posse hoje (1º) a partir das 10h. Hoje também acontece a votação, entre os parlamentares, para a escolha dos presidentes da Câmara e do Senado. Os mandatos das mesas diretoras são de dois anos, sem um comando amigável as reformas propostas pelo executivo podem ser barradas nas Casas de Leis.

Na Câmara, o atual presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ), desponta como um dos favoritos para a reeleição. A eleição dentro dessa Casa funciona como o pleito eleitoral comum, para um deputado federal ser eleito em primeiro turno ele precisa de ter mais 50% dos votos de seus pares.

Maia conta com o apoio de 16 legendas, o que representa hoje 405, dos 513 deputados. Segundo os aliados, mesmo que um terço dos que prometeram votar nele mudem de ideia, o deputado seria reeleito. Na Câmara o voto também é secreto.

Dificuldades da eleição no Senado

Já no Senado o quadro é mais incerto, lá os votos podem ser abertos. Renan Calheiros (MDB-AL), que já foi presidente da Casa quase não conseguiu chegar a concorrer a vaga. Por sete votos a cinco o senador foi indicado, ontem, após tensa reunião da bancada. A outra candidata do partido foi Simone Tebet (MS), após a reunião a senadora disse: não sou candidata de mim mesma.

As dificuldades de Renan já estão sendo apresentadas antes mesmo da eleição. Aqueles que são contra o senador não querem nem que ele preside a sessão de votação, a maioria dos parlamentares querem o comando de Davi Alcolumbre (DEM-AP), que também é candidato à presidência e é o único membro da atual mesa diretora que estará na próxima legislatura. Já os apoiadores de Calheiros querem que José Maranhão (MDB-PB) presida a sessão, por ser o mais velho.

O segundo desentendimento do Senado é a questão do voto aberto, José Maranhão prefere o voto fechado, caso ele presida a votação, poderá rever o tipo do voto. Já aqueles que são contrários à Renan querem eleições públicas, para que alguns senadores desistam de apoiar o emedebista.

Quem também entrou na briga foi o líder da Rede no Senado, Randolfe Rodrigues (AP), ele disse que vai pedir a votação em dois turnos, “de modo que só seja eleito aquele que conquistar, ao menos, 41 votos”, explicou.

A preocupação de Simone Tebet é que, ao escolher Renan como candidato do MDB, aumentam as chances de Alcolumbre ser eleito presidente do Senado e, com a eleição de Rodrigo Maia na Câmara e a escolha de Onyx Lorenzoni como ministro da Casa Civil, o DEM comandaria grande parte do governo nos próximos dois anos.

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