Política

Reforma administrativa no governo de Goiás

O governador eleito, Ronaldo Caiado, anunciou algumas das reformas administrativas que serão implantadas já no início de 2019. As principais delas são a redução de cargos comissionados e a reformulação das secretarias estaduais, criando algumas e reestruturando outras.

Em entrevista cedida ontem (20), Caiado confirmou a reforma e disse que ela tem como objetivo o aumento da eficiência do serviço do executivo estadual e o corte de gastos em todos os âmbitos do governo. O intuito do governador eleito é manter o número de secretarias, mas desmembrar aquelas consideradas fundamentais para ele.

Fonte: Jornal O Popular

“Não farei fusão (de pastas importantes), que é mera maquiagem e só produz ineficiência. Sentarei com cada secretário e farei uma avaliação de 30 em 30 dias, cobrando suas metas e resultados para ninguém dar desculpas”, explicou.

Com relação aos cargos comissionados ele assegurou que não cometerá injustiças e analisará quais cargos são importantes para administração e quais são os chamados ‘cabides de emprego’. “Vou cortar despesas, darei um bom exemplo como governador. Não tomarei atitude intempestiva, marqueteira, farei com respeito e ao mesmo tempo avaliando todas as secretarias”, completou.

Déficit econômico

Ronaldo Caiado irá receber o governo com uma crise fiscal acima dos R$ 3 bilhões, por isso ele está buscando novas ideias de como poderá tirar Goiás dessa tensão. “Tive a oportunidade de ganhar no primeiro turno, por isso estou fazendo uma análise minuciosa, ouvindo boas cabeças dentro e fora de Goiás”, disse.

Reuniões periódicas com os futuros ministros do governo Bolsonaro, os futuros secretários goianos, os deputados estaduais eleitos e a Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial) estão na agenda do governador eleito. “Goiás está insustentável, e temos que encontrar uma alternativa temporária”, reclamou, se referindo à falta de remuneração de alguns funcionários estaduais, além de gastos cortados pelo atual governo como o pagamento das organizações sociais dos hospitais, as tornozeleiras dos presos do semiaberto e as bolsas pagas às faculdades.

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