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Ronaldo Caiado toma posse e pede apoio dos servidores públicos

Foto: Agências de Notícias / Alego

A cerimônia oficial ocorreu ontem (1) na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), em seguida houve a entrega da faixa governamental no Palácio das Esmeraldas, na Praça Cívica. Depois de 20 anos o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) deixou o governo de Goiás e a polêmica da transição foi a falta de pagamento dos salários dos servidores públicos.

Durante o discurso na Alego o governador disse que a prioridade é a folha de janeiro. “Não vou falar aqui das crises que encarei. Sabem porquê? Porque eu acredito que nós vamos superar as dificuldades”, disse.

Caiado citou também a necessidade de ações na área da Saúde e de Segurança Pública. Para ele, 50% das escolas goianas vão passar a ser de tempo integral. O governador falou também de combate à corrupção, “faremos um governo transparente, honesto e com tolerância zero com a corrupção”.

Crise na Saúde de Goiás

Depois de participar da posse do presidente Jair Bolsonaro, Caiado voltou à Goiás e visitou o Hospital Materno-Infatil (HMI) e o Hospital de Urgências de Goiás (Hugo), ao lado do vice-governador Lincoln Tejota e o secretário de Saúde, Ismael Alexandrino.

A visita teve caráter de fiscalizar a situação das duas mais importantes unidades de saúde do Estado, que têm enfrentado graves problemas administrativos e financeiros. Na última semana do ano o HMI chegou a fechar as portas por falta de insumos básicos, medicamentos e pelos atrasos nos repasses por parte da última gestão.

Segundo o diretor-geral do HMI, Márcio Gramosa, a situação da unidade é caótica, destacando que há médicos com mais de três meses de salário atrasado, uma dívida imediata de R$ 2 milhões com fornecedores e um rombo de mais de R$ 65 milhões.

No Hugo, o governador teve que assinar um contrato emergencial com uma nova Organização Social (OS), pois a que estava administrando o hospital decidiu romper o contrato por falta de repasses e descumprimento de acordos por parte da administração estadual anterior.

Tendo em vista todos esses problemas o governador e o secretário de saúde marcaram para hoje (2) uma reunião com as OSs que administram as unidades de saúde e alguns fornecedores para que medidas alternativas sejam tomadas para que o atendimento não seja paralisado. Segundo dados preliminares, há uma dívida de cerca de R$ 260 milhões com as OSs. A expectativa era de que a quitação dos débitos tivesse sido feita ainda em 2018, o que não ocorreu.

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