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Seria o fim da Feira Hippie?

Membros da Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo de Goiânia se reuniram ontem (22) com comerciantes da Região da 44 e feirantes da Feira Hippie para discutir a reforma da Praça do Trabalhador, no Centro da capital. A principal questão é com relação ao local onde os feirantes de região ficarão durante as obras.

Algumas sugestões foram levantadas, como o estacionamento do Serra Dourada, a Avenida Leste-Oeste, a Rua 44, a Avenida Contorno, a Rua 69-A ou o canteiro da obra de construção do BRT na Avenida Goiás Norte. A preocupação dos feirantes é que, com a mudança, eles percam clientes ou não possam mais voltar para o local de origem.

Foto: João Pires Neto

O secretário de infraestrutura de Goiânia, Dolzonan Mattos, explicou que a obra deverá custar R$ 6.897,00 e irá modificar toda a estrutura da praça. Serão definidos espaços para estacionamento de 68 ônibus e 1.005 veículos, além da construção de um prédio para administração e três banheiros.

Hoje existem 5.885 feirantes cadastrados na associação dos feirantes da Feira Hippie e com a reforma seria necessário reduzir o tamanho das bancas para que todos caibam na área destinada para a montagem da feira. O presidente da associação, Valdivino da Silva, disse que ontem foi a primeira vez que eles foram notificados oficialmente das obras, mas já apresentaram propostas de locais para que a feira continue funcionando e que não haja redução no tamanho das bancas, que já são insuficientes para alguns feirantes.

Ainda segundo os feirantes, a Feira Hippie existe há mais de 25 anos, retirar todas as bancas de uma vez e mudasse de lugar, seria o fim da feira. A sugestão, então, é que metade das barracas sejam transferidas enquanto realiza metade da obra. A outra metade dos feirantes só sairiam quando 50% da obra estivesse concluída, enquanto a outra metade das bancas voltam para a praça já meio revitalizada.

O secretário municipal de Planejamento e Urbanismo de Goiânia, Henrique Alves, disse que ainda não tem local definido para colocar os feirantes durante as obras, mas que elas devem ser concluídas até dezembro desse ano. “Queremos reorganizar o espaço para dar oportunidade às pessoas e torna-lo mais atrativo”, concluiu.

Em Nerópolis

Em Nerópolis alguns feirantes passaram pelo mesmo problema há alguns anos. A feira de sábado, que antes era em frente à Matriz da Paróquia Imaculado Coração de Maria e que ficava no meio da linha de ônibus do transporte coletivo precisava ser mudada de lugar para melhorar o tráfego de carros e pessoas.

Sugeriu-se na época que a feira livre deveria passar para a Rua 12, no Setor Dom Felipe I, próximo à Matinha. Alguns feirantes demonstraram resistência e até alegavam que perderiam clientes, mas a feira ainda acontece normalmente até hoje e muita gente nem se lembra mais como era antigamente na Avenida Pedro Ludovico.

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