Política

Superministérios

Foto: Andre Valentim/VEJA

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, já havia anunciado durante a campanha a fusão e redução dos ministérios. Os primeiros deles causaram controvérsias entre especialistas. O maior, nomeado de Ministério da Economia, reunirá Fazenda, Planejamento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços. O segundo irá aglomerar Meio Ambiente e Agricultura.

O futuro ministro da Economia será Paulo Guedes, para ele “está havendo uma desindustrialização há mais de 30 anos, nós vamos salvar a indústria brasileira apesar dos industriais brasileiros”, afirmou. Para o economista o objetivo da medida é reduzir a carga tributária de forma sincronizada com uma política de abertura comercial.

Onyx Lorenzoni, futuro ministro da Casa Civil
Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

A decisão foi tomada ontem, 30, durante uma reunião da cúpula do governo Bolsonaro: o deputado federal Onyx Lorenzoni, o economista Paulo Guedes, o advogado Gustavo Bebianno, o empresário Paulo Marinho e o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão.

General Augusto Heleno, futuro ministro da Defesa

Ao fim da reunião, Mourão, listou seis ministérios que estão absolutamente garantidos: Econimia, Casa Civil, Defesa, Relações Exteriores, Saúde e Trabalho. O general Augusto Heleno foi indicado para a Defesa, Lorenzoni para a Casa Civil e o astronauta Marcos Pontes para a Ciência e Tecnologia.

Astronauta Marcos Pontes, futuro ministro da Ciência e Tecnologia

Onyx Lorenzoni afirmou que “deveremos ter entre 15 e 16 ministérios. Na segunda teremos o desenho dos ministérios com capacidade de ser divulgado”. Gustavo Bebianno completou afirmando que “foram decididos já alguns nomes. Houve significativo avanço, em torno de 80% dos ministérios já estão definidos. Apenas por uma questão estratégica nossa, vamos passar os nomes um pouquinho mais para frente”, declarou.

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