novembro 13, 2019
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Vereadores barram veto do prefeito

Foto: Secretaria de Comunicação/Prefeitura Municipal de Nerópolis

A Câmara Municipal de Nerópolis enviou o projeto de nomeação do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) do Setor Dona Alda de Araújo Tavares com o nome da professora, Elza Cerri Silva. O administrativo resolveu vetar o nome para que outra pessoa fosse homenageada e nomeasse a creche.

Na noite de ontem (2) os vereadores se reuniram, em sessão plenária, para discutir o veto do Poder Executivo. Alguns familiares, amigos e colegas de profissão da Dona Elza estiveram presentes no plenário da Câmara para ouvir a decisão dos legisladores. Todos os oito presentes votaram contra o veto do prefeito e mantiveram o nome do Cmei.

Elza Cerri Silva

Ela não nasceu em Nerópolis, mas veio de São Paulo para cá em 1962, com 29 anos de idade. Nessa época terminado o 2º grau. Tornou-se professora no Colégio Professor Djalma e, pouco depois, foi aprovada em uma espécie de vestibular da Universidade Federal de Goiás (UFG), onde se formou em História, fazendo um curso de finais de semana e férias na instituição.

Quando o deputado, conhecido como Mário do Nonô, veio até Nerópolis, ele entregou à Dona Elza e à Dona Flórida Inocente Teles as chaves do Colégio Estadual Doutor Negreiros, hoje Colégio Estadual da Polícia Militar. Nos primeiros anos da instituiçõa, Dona Elza auxiliava na limpeza e organização da escola, além de ajudar na matrícula dos novos alunos.

A homenageada era esposa do agente dos Correios, Oscar da Silva. Teve quatro filhas, Kássia, Kátia, Sônia e Karla, 6 netos e 6 bisnetos. Era considerada pelas filhas como sendo uma pessoa muito estudiosa, sábia, que gostava muito de ler, era muito querida, caridosa, guerreira e que soube educar bem as filhas.

Estando no Dr. Negreiros, ela concluiu uma pós-graduação e continuou trabalhando até completar 30 anos como professora, cinco a mais que o normal. “Mesmo com todos os problemas em casa, sempre chegava na escola com um sorriso no rosto e, fazia tudo isso por amor”, disse uma das filhas, Kátia. “Ela [Dona Elza] fazia tudo por amor”, concluiu.

Ela se aposentou porque teve que cuidar da mãe doente, quando esta veio da Bahia. Ela foi diretora, coordenadora e professora do Dr. Negreiros. Para os colegas de profissão era fantástica como educadora, uma excelente funcionária, corretíssima, que entendia de leis e da administração da escola. Para a professora Silvana, Dona Elza era uma profissional exímia, comprometida e inteligente.

O professor Antônio Perim concorda que a Dona Elza, além de ter sido uma excelente profissional, era uma ótima pessoa e entendia tudo de educação. Outra colega de profissão, a Marinete, afirmou que a Dona Elza foi uma das melhores diretoras que o Negreiros já teve, respeitada e querida por todos e não media esforços para ajudar àqueles que passavam por necessidades.

As professoras Áurea e Zilda não foram apenas colegas de trabalho da Dona Elza, foram também amigas. Para elas, Elza foi maravilhosa, íntegra e um exemplo de mestra, sempre muito dedicada, despertava o interesse dos alunos. “Deixou registrado na memória de muitos neropolinos um capítulo de sua própria história”, concluiu Zilda.

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